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poesia sensíveis cordas do verbo

Diário
23/11/2009 10h34
DAS ESSENCIALIDADES
                          DAS ESSENCIALIDADES

                                    Lilian Reinhardt


Essencial é guardar nas mãos
a brancura dos ossos do poema
reabrir a clave de sol
das vértebras da manhã nascente
e recomeçar de novo
o verso líquido do beijo
além do tempo
O essencial é a verdade
além das letras
da palavra aleitada
seiva de puro tom
palavra vestal
fome e sede da árvore nua
- O verbo não esconde o Ser da verdade
que lhe sopra vida!




poema publicado no site muraldosescritores.ning.com/
    em 29 de outubro de 2009
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Publicado por LILIAN REINHARDT em 23/11/2009 às 10h34
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25/10/2009 03h12
LAVRATURA
                           
        ""...e quando suas asas o envolverem..."
                                          (Gibran Khalil Gibran)

Não me espere cedo

Chegarei tarde quando a colheita já estiver madura
Aviso-te para regues o amanhecer
Nunca lavro a sós...


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Publicado por LILIAN REINHARDT em 25/10/2009 às 03h12
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21/07/2009 21h35
SOFIA VERSUS /ZOCHA/ um poema

 

           SOFIA VERSUS/ ZOCHA/ um poema

 

No princípio acudiu-me um poema

pairava sobre uma tênue folha branca
pairava com seu corpo sobre o meu corpo
com seus véus
com suas asas flanava em meu desejo
desceu-me aos pés 

tirou-me as  sandálias
borrifou-me com o aroma de sua seiva
refundou a escrita dos orvalhos
bordou a hera dos meus poros
fez anunciações de manhãs regorjeadas
deu-me o seu colo de vertentes
reabriu tecidos e flancos sobre a
madeira de cheiro
entalhou o vértice e a sombra
e a minha laica palavra de dentro
beijei-lhe os olhos a face os cabelos
as palavras cingiram a túnica
da nascente jorraram os versos


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23/06/2009 21h50
OLHO NO OLHO
OLHO NO OLHO
              
                    

  
      Olho no olho   
        

    a_pesar a minha não compreensão
        meus olhos d'água  enchem a cisterna!
         



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21/06/2009 19h48
FORA DO PORTÃO/NO JARDIM DE ZOCHA (sofia)
pintura/GUIDO VIARO
a POLACA

FORA DO PORTÃO/NO JARDIM DE SOFIA (zocha)

(o que guardo nessecontinente insistente?!)

Embora os meus olhos possam,  ainda,levitar sobre a paisagem daqueles paramentos de algodão e  campos de organza da minha infância, sobre os babados/dobrados que repicam , a lama das ruas nuas e  a grande cúpula da Bizantina se assemelhe à lembrança de um radar à sinalizar para os extraterrestres, de repente é possível que a  Vila G. não tenha revoado e continue a ser a mesma espécime milenar de península ou arquipélago pousada sobre nós ,sob a qual dava guarida aos nossos sonhos e fantasmas e conversavamos  abertamente com o sol sob  a mesa redonda daquele planeta Jerusalém. Ei -lo chegando, ei-lo partindo, no ar a fragância que  se esvaía...Ainda me perco em suas ruas ora estreitas,ora largas, com seus bangalôs e chalés polacos bordados com seus beirais de lambrequins, a arquitetura das construções de pinho araucária erigidas sempre na vertical, os sótãos mal cheirosos e mofados com suas mansardas desafiam esta casa desdobrável do meu tempo . Por que te carrego assim tão dolorosa em minha alma minha senhora? Quem és tu que me pesa tanto e me levita neste  estremecimento insólito?   Um dia fui tua vestal,  no coral te cantei frente ao retábulo, um dia te declamei  na ribalta dos fundos do  quintal     e percorri tua    topografia encravada de canteiros.  Mas,havia um poço no fundo de teus olhos sempre de boca aberta no pátio  interno de piso  cimentado da casa da rua Goiás  que eu chorava,haviam as bocas de leão, as rainhas margaridas, atrevidas,os cravos no jardim fechado com portão a cadeado e, mesmo assim eu me esticava sob meus pés sobre a cerca frágil de sarrafos ponteagudos e via o outro lado das tuas ruas e abocanhava , também, um  pedaço daquele azul do céu com loucura,Havia uma escada?!...Sim,um dia te chorei infinitamente quando percebi que  ias embora minha casa e eu iria ficar longe de ti...    Quis fazer uma ponte levadiça mas ultrapassei o sinal e soprei-me  e fiquei distante do meu país,estrangeira agora naquele novo porto sem giz o que eu iria escrever  na lousa fria?  Então A vida veio conversar comigo .  Estava gorda , pesada e me esperava na caverna dos  sentidos,fora do portão!
                             
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LILIAN REINHARDT

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Publicado por LILIAN REINHARDT em 21/06/2009 às 19h48
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